Sobre blogues, amigos, a vida e África.
Umas das desvantagens do desgaste de feitio promovido pelo tempo, é o lapidar de um certo tipo de impaciência.
Em contradição, a verdade é que eu já perdi a paciência para certo tipo de merdas.
Resolução: corto as amarras, levanto a vela e, com alguma paciência e muitas mais opções pela frente, aguardo que o próximo porto seja diferente.
Provavelmente deveria explicar bem isto, não era?
Não estou para isso.
“Votar em branco”
... Lembra-me várias analogias moderadas para aceitar o propósito do acto. Lembra-me que se pode dissertar sobre a utilidade deste feito para exprimir a rejeição e descontentamento sobre o sistema/classe/coisa política; que se pode honrar a “Nobel” lucidez Saramaguiana, meditar bem sobre a senilidade e respeitar os antigos; que a abstenção serve o mesmo propósito, embora dúbio e sujeito à simplória – mas vera – explicação da preguiça e do desleixo...
No entanto, a única coisa que me ocorre é que existem várias situações que são sumárias e inevitáveis na vida, sendo que, a mais derradeira é, sem dúvida nenhuma, a morte.
E lembro-me como muitos gostariam de escolher, tendo como únicas opções o fim e a continuidade, o limbo.
Azar. Não dá.
Sinais dos tempos
Nestas coisas - perdoem-me o pejorativo à paisana -, como sempre, sinto-me um pouco confuso em relação a
quem organizou o
quê em colaboração com
fulano ou
sicrano.
Há coisas do jardim-escola que nunca vão mudar.
Ora!
Este silabário, de quando em quando, também actualiza os linques, ó!...
Sinais dos tempos
É sempre salutar ver um serviço público útil e eficaz.
A mim, sabe-me sempre bem ver a rubrica do “Bom dia, Portugal”: “Falar bom Português”. Ou “Falar bem Português”, ou o diabo.
E sabe-me bem porque sim, ora! - cada um com as suas manias.
No entanto, hoje, fiquei particularmente boquiaberto ao ver-me ensinada uma peculiaridade do substantivo “bebé”. Este castiço galicismo pode ser correctamente antecedido por um artigo definido que varia em género.
Portanto, apresentaram este quadro muito elucidativo:
- O bébé.
- A bébé.
Topam?
Bolas.
P.S. - Este não é um "post" político. Qualquer confusão é pura e inepta estupidez. Ou assim por dizer.