“Votar em branco”
... Lembra-me várias analogias moderadas para aceitar o propósito do acto. Lembra-me que se pode dissertar sobre a utilidade deste feito para exprimir a rejeição e descontentamento sobre o sistema/classe/coisa política; que se pode honrar a “Nobel” lucidez Saramaguiana, meditar bem sobre a senilidade e respeitar os antigos; que a abstenção serve o mesmo propósito, embora dúbio e sujeito à simplória – mas vera – explicação da preguiça e do desleixo...
No entanto, a única coisa que me ocorre é que existem várias situações que são sumárias e inevitáveis na vida, sendo que, a mais derradeira é, sem dúvida nenhuma, a morte.
E lembro-me como muitos gostariam de escolher, tendo como únicas opções o fim e a continuidade, o limbo.
Azar. Não dá.