Rastejarei pela vossa indulgência, mas é mais um momentinho, por favor.
PERPLEXIDADE
Hesito no caminho.
Ninguém segue este rumo...
É noutra direcção
Que o vento leva o fumo
Das paixões...
Chegar, sei que não chego,
De nenhuma maneira;
Mas queria ao menos ir no lírico sossego
De quem não se enganou na estrada verdadeira.
E não vou.
Cada vez mais sozinho
Na solidão,
Duvido da certeza dos meus passos.
Vejo a sede ancestral da multidão
Voltar costas às fontes que pressinto,
E fico na mortal indecisão
De afirmar ou negar o cego instinto
Que me serve de guia e de bordão.
Miguel Torga
PARASTE NO TEMPO?
O fumo que te envolvia e tolhia os movimentos desapareceu e tu? Onde estás? Terás sido engulido por uma última nuvem suspirada dos teus lábios? Terás partido com ela numa viagem dependente de quem tem medo de se soltar? Volta! Brinda-nos novamente com essas tuas palavras ora sensatas, ora loucas, ora envoltas em sentimentos, volta. Não deixes que o nevoeiro que muitas vezes decide envolver o nosso pensamento também te prenda as palavras, os movimentos, a vontade, não deixes..., luta.
Volta, para eu beber os teus pensamentos, saciar o meu desejo de carícia nas tuas palavras, volta por aqueles que te lêem, por aqueles que te conhecem, mas volta sobretudo por ti e porque já estou farta de tomar conta do Barney.
- Barney sai daí, já disse. Rais parta o cão...
Volta, S.I., sacia o meu desejo com o desenho das letras na folha imaculada.
- Baaaaaaarrrrrrneeeeeeeeeyyyyyyyy!